ORPHEU Nº 3, EM MEIO À LUTA Em meio à luta Senti que o peito...








































EM MEIO À LUTA

Em meio à luta
Senti que o peito doía
O coração se apertava dentro dele
Era a tristeza que eu sentia
Ao mesmo tempo via ele
Era o seu dedo que eu via
Apontado para mim
Seu choro retinia
E ele morrendo no jardim
E ele era meu coração
Era uma parte de mim que era meu coração
Era o meu inimigo amigo
Minha negação
Me pedia ajuda, me acusava
Acusava-me de tortura
Que eu o maltratava.
-
Eu velei o coração
O prendi
Em um mundo que esqueci
Ele chorava
De saudade
De solidão
Mas eu não
Eu não queria mais sofrer
Mas o coração começara a doer
Por quê?
-
O mundo desmorona
O velho mundo desmorona
Na sombra
A mente não lembra
Está esquecido
O velho jardim
De mentira
Mentira verdadeira
Apagando
Sumindo
E o coração
Aquele que chora
Já quase sem chão
No mundo onde mora.
-
A cena se repete:
Em meio à luta
Em meio à dor
Em meio à falta de amor
Nasceu um jardim
Tão sólido e verdadeiro quanto a fé
Distante
E perto
Tão perto que está dentro.
A sena se repete
E voltam as lembranças de um velho jardim
O peito sente a raiz da semente
Germinando emersa em porcaria
Agora surge o coração com vida
Deus sabe o que faz.
-
O dedo dele aponta para mim
O inimigo amigo
Me lembrando de todos os meu erros
E do monstro que sou
Retinem os gritos e berros
Do passado
Amassado
Suado.
-
Em meio à dor construí um jardim
Mas ninguém entrou nele
E então o esqueci
Junto com o coração
E um pouco de insensatez
Fonte de ilusão.
-
Hoje
Aprendi a viver no jardim
Vivo hoje assim
Na fantasia
E assim a realidade dói um pouco menos
Ou adormece
Quando o meu menino eu de tudo esquece
E vai brincar com os venenos
Assim dói menos
A queda amortece.
-
Descobri então
Que o amor
É importante
É o principal
O coração se não viver
Morremos
Do coração mesmo.

(Daniel Canhoto)

EM MEIO À LUTA

Em meio à luta

Senti que o peito doía

O coração se apertava dentro dele

Era a tristeza que eu sentia

Ao mesmo tempo via ele

Era o seu dedo que eu via

Apontado para mim

Seu choro retinia

E ele morrendo no jardim

E ele era meu coração

Era uma parte de mim que era meu coração

Era o meu inimigo amigo

Minha negação

Me pedia ajuda, me acusava

Acusava-me de tortura

Que eu o maltratava.

-

Eu velei o coração

O prendi

Em um mundo que esqueci

Ele chorava

De saudade

De solidão

Mas eu não

Eu não queria mais sofrer

Mas o coração começara a doer

Por quê?

-

O mundo desmorona

O velho mundo desmorona

Na sombra

A mente não lembra

Está esquecido

O velho jardim

De mentira

Mentira verdadeira

Apagando

Sumindo

E o coração

Aquele que chora

Já quase sem chão

No mundo onde mora.

-

A cena se repete:

Em meio à luta

Em meio à dor

Em meio à falta de amor

Nasceu um jardim

Tão sólido e verdadeiro quanto a fé

Distante

E perto

Tão perto que está dentro.

A sena se repete

E voltam as lembranças de um velho jardim

O peito sente a raiz da semente

Germinando emersa em porcaria

Agora surge o coração com vida

Deus sabe o que faz.

-

O dedo dele aponta para mim

O inimigo amigo

Me lembrando de todos os meu erros

E do monstro que sou

Retinem os gritos e berros

Do passado

Amassado

Suado.

-

Em meio à dor construí um jardim

Mas ninguém entrou nele

E então o esqueci

Junto com o coração

E um pouco de insensatez

Fonte de ilusão.

-

Hoje

Aprendi a viver no jardim

Vivo hoje assim

Na fantasia

E assim a realidade dói um pouco menos

Ou adormece

Quando o meu menino eu de tudo esquece

E vai brincar com os venenos

Assim dói menos

A queda amortece.

-

Descobri então

Que o amor

É importante

É o principal

O coração se não viver

Morremos

Do coração mesmo.

(Daniel Canhoto)

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